RECONFIGURANDO A CIDADE: ARTE E OCUPAÇAÇÃO NO HOTEL CAMBRIDGE EM SÃO PAULO






Neste artigo, exponho como os praticantes da arte contemporânea incorporam desobediência epistêmica e o conceito de ocupação para proporem uma reconfiguração da cidade. Primeiro, argumento que há cada vez mais reflexão sobre a ressignificação do espaço urbano, provocada por um tipo particular de prática de arte contemporânea intersticial; em seguida, defendo que os contextos em que essas práticas ocorrem sugere que artistas trabalhando com tais paradigmas encontram, e respondem a, uma noção totalmente diferente de “participação” do que aquela articulada por Claire Bishop (2004, 2012) ou Nicolas Bourriaud (2002). A localização é essencial ao que caracteriza e forma a prática artística. Situadas na fronteira porosa entre espaços de arte contemporânea institucionais e não-institucionais e frequentemente integradas às complexas lutas pelo direito à cidade, essas práticas ocorrem dentro de redes e hierarquias, que derivam de múltiplos modos de vida. É esta encruzilhada de eixos – o horizontal e o vertical, o efêmero e o utópico – que dá a tal reconfiguração seu potencial único, enquanto também oferece uma teorização da já amplamente observada iminência da arte.








auflynn [at] ucla.edu



Alex Ungprateeb Flynn is an Assistant Professor at the Department of World Arts and Cultures/Dance, University of California, Los Angeles. Working as an anthropologist and curator, Alex’s practice explores the intersection of ethnographic and curatorial modes of enquiry. Researching collaboratively with activists, curators and artists in Brazil since 2007, Alex explores the prefigurative potential of art in community contexts, prompting the theorisation of fields such as the production of knowledge, the pluriversal, and the social and aesthetic dimensions of form.